Delegado da Polícia Federal é investigado por suposta agressão a escrivão de Jales

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O delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro é investigado por suposta agressão a um escrivão de Jales

A Corregedoria da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo abriu uma sindicância interna para apurar a conduta do delegado da PF Carlos Eduardo Pelegrini Magro, que teria tentado agredir um escrivão lotado na Delegacia de Polícia Federal de Jales. A sindicância foi aberta a partir de comunicação feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Polícia Federal de São Paulo (Sindpolf-SP), em ofício encaminhado no dia 15 de abril passado ao superintendente regional da PF-SP, Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho.

No documento, o Sindpolf relata “possível conduta abusiva, combinada com assédio moral, e abuso da condição de policial, passível de apuração na esfera disciplinar e/ou criminal, praticada por delegado da PF no local de trabalho”. Ao contrário, no entanto, do que noticiaram órgãos de imprensa da grande mídia, a suposta tentativa de agressão não ocorreu na Delegacia da PF de Jales. O ofício do Sindpolf cita apenas o prenome do escrivão de Jales e diz que a conduta abusiva do delegado teria ocorrido nas dependências da Delegacia Fazendária, no oitavo andar da Superintendência Regional da Polícia Federal de São Paulo, na capital do Estado. O escrivão jalesense teria ido a São Paulo em missão especial.

O Sindpolf, que acionou também o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho, narra em seu ofício, que o fato teria ocorrido no corredor do oitavo andar da Superintendência, quando o escrivão de Jales tentava se comunicar com outro escrivão e foi apanhado de surpresa, sendo arremessado violentamente para dentro de uma sala pelo delegado Pellegrini, que gritava impropérios contra o colega de profissão. Segundo o Sindpolf, o delegado foi impedido de continuar com a suposta agressão graças à ação do outro escrivão.

Ainda de acordo com o ofício do Sindicato, o delegado não tentou sequer se justificar ou desculpar-se com o colega depois do fato e, ao contrário, ao cruzar, posteriormente com o escrivão jalesense, o delegado – prevalecendo-se abusivamente de sua condição de policial - teria dirigido a ele palavras que evidenciam violência psicológica, chamando-o de “bebê chorão”. O delegado teria, ainda, advertido o escrivão, afirmando que “você que já foi PM deveria conhecer o Capitão Pelegrini!”. O Sindicato relata, ainda, que Pellegrini tem um histórico de problemas disciplinares e diz que o fato merece atenção, uma vez que “o delegado aparenta demonstrar instabilidade psíquica, portando arma, possuindo atitude agressiva e abusiva que pode se voltar contra qualquer servidor da PF e acarretar uma tragédia”.

Delegado polêmico

O delegado Carlos Eduardo Pellegrini Magro ganhou fama por ser um dos responsáveis pela ‘Operação Satiagraha”, anulada por causa das ilegalidades cometidas em sua condução. A operação deu visibilidade ao também delegado Protógenes Queiroz, que acabou eleito deputado federal, mas foi condenado por violar o sigilo funcional durante as investigações da Satiagraha. Em 2017, Pellegrini foi detido em flagrante por utilizar uma placa institucional da PF em seu veículo particular, durante período em que estava de licença do cargo. Segundo notícias veiculadas à época, a placa oficial utilizada em seu veículo particular já contabilizava mais de R$ 40 mil em multas.

Segundo relato do Sindpolf, Pelegrini já teria se envolvido, também, em uma briga com outro escrivão no banheiro da Superintendência da PF, quando, supostamente, tentou fazer uma busca pessoal no policial. O delegado teria, ainda, apontado sua arma contra um agende da Polícia Federal, durante uma greve do órgão, deflagrada em 2012.

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