Defesa de Érica e Simone contesta acusações do Ministério Público

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O dono do prédio onde funcionava a “Xic Pé” em Santa Fé do Sul também recorreu a Justiça com ações de despejo

Os advogados da ex-tesoureira Érica Cristina Carpi e sua irmã, Simone Paula Carpi Brandt, protocolaram na segunda-feira, 03, a defesa prévia de suas clientes, que estão sendo acusadas de lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato e, no caso de Érica, falsificação de documento público. Segundo os advogados Gustavo Baldan e Carlos Oliveira Mello, que representam as duas rés, a denúncia do Ministério Público é deficiente em relação à acusação de organização criminosa. Eles alegam que a acusação não especifica a participação das acusadas na suposta quadrilha, restringindo-se o Ministério Público a afirmar que elas se uniram a outros agentes para praticar crimes.

Para a defesa, “não há nos autos provas concretas da existência de uma associação de caráter permanente para cometimento de crimes”. Os advogados afirmam, ainda, que “o fato de Érica, pretensamente, ter sido responsável por desvios de verbas públicas não comprova o entendimento do Ministério Público de que ela tenha se associado ou criado qualquer grupo com a finalidade de prática de crimes”. Eles contestam, também, a acusação de lavagem de dinheiro, afirmando que “não há nos autos elementos seguros idôneos a demonstrar o envolvimento das acusadas com esse tipo de crime” e garantem que a inocência das acusadas quanto ao crime de lavagem de dinheiro ficará demonstrada no decorrer do processo.

Eles contestam, ainda, a acusação de falsidade ideológica atribuída especificamente à ex-tesoureira Érica. “Em nenhum momento consta que a acusada teria falsificado documento público”, garantem. Os advogados refutam, igualmente, o crime de peculato atribuído à ré Simone, afirmando que não existem provas disso nos autos. Ao final, eles dizem também que “não há que se falar em concurso material de crimes, mas sim em crime continuado, tendo em vista que foram praticados mais de dois crimes da mesma espécie e nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução”. Diferentemente do crime continuado, no concurso material de crimes, as penas de cada crime são somadas, o que faz elevar substancialmente o tempo da condenação.

Patrícia

A defesa da ex-secretária de Saúde, Patrícia Albarello, que está sendo acusada de peculato culposo, também está contestando a denúncia oferecida pelo Ministério Público. Para o advogado Welson Olegário, que representa Patrícia, a denúncia não aponta nada de concreto com relação à sua cliente. “Toda a acusação refere-se a ilações que tentam ligar a acusada aos desvios perpetrados na Secretaria de Saúde e mistura a narrativa visando criar uma associação criminosa entre esta e os demais réus, em total dissonância com a realidade e provas dos autos”, assegura o advogado.

Donos de imóveis querem despejo das lojas da ex-tesoureira em Jales e Santa Fé do Sul

Os três proprietários dos prédios onde estão instaladas as três lojas da família da ex-tesoureira Érica Carpi estão recorrendo à Justiça com ações de despejo, visando retomar os imóveis. No caso do prédio ocupado pela “Betto Calçados”, na Rua 12, em Jales, o proprietário já tinha ajuizado a ação de despejo em julho – antes, portanto, da prisão de Érica e do ex-marido – sob a alegação de que o contrato de aluguel já havia terminado e ele necessitava do imóvel para uso próprio. Já no caso do prédio localizado na Rua Dez, onde funcionava a loja de roupas para crianças “Club Kids”, a proprietária ajuizou uma ação de despejo por falta do pagamento do aluguel de agosto, no valor de R$ 4 mil. Ela pleiteia também a rescisão do contrato assinado em outubro de 2017.

Da mesma forma, o dono do prédio onde funcionava a loja “Xic Pé”, em Santa Fé do Sul, também recorreu à Justiça com duas ações de despejo ajuizadas na terça-feira, 04. Numa delas, ele alega a falta de pagamento do aluguel do prédio da loja, estipulado em R$ 4.133,00. Na outra ação, o mesmo requerente alega que o inquilino parou de pagar, em agosto, o aluguel de um prédio que servia de depósito para a loja “Xic Pé”, cujo valor era de R$ 500,00 mensais.

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