Cratera fecha rua e impede trânsito no Jardim São Gabriel

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A moradora jogou o problema nas redes sociais e chamou a atenção da Prefeitura, que prometeu resolver o problema, mas não deu prazo

Cansados de tanto descaso e protelação da Prefeitura de Jales, os moradores da Rua Antônio Zagolim, no Jardim São Gabriel, resolveram usar as redes sociais digitais e os meios de comunicação para pressionar a administração a resolver um problema grave que eles enfrentam há pelo menos dois verões. A rua está indo literalmente por água a baixo. Sem exagero.

Desde o fim de 2018, uma erosão está destruindo o calçamento e levando todo o asfalto. Não se trata apenas de um buraco localizado, mas de praticamente todo um quarteirão. O asfalto está se desmanchando pouco a pouco diante dos olhos dos moradores e da inércia da Prefeitura.

Segundo o relato dos moradores, é impossível passar de carro pelo local e muitos moradores estão aprisionados em suas próprias residências porque não conseguem usar seus veículos particulares. Sair de casa, só a pé ou com veículos de duas rodas. Ainda assim, com muito esforço.

Uma moradora, já de idade, contou ter pago R$ 50,00 para concretar a frente da sua casa para que ela pudesse ir e vir. Outra relatou ter levado a reclamação à Prefeitura. Lá ela foi recebida pelo secretário de Comunicação, Douglas Zílio, de quem ouviu a promessa de que uma equipe seria enviada ao bairro em 15 dias. Passados vários meses, ninguém apareceu.      

“No ano passado, quando não estava chovendo, eu fui na Prefeitura e eles disseram que viriam em 15 dias, mas não apareceram. Eu fui lá de novo e eles disseram que viriam arrumar logo que tivessem verba. Não vieram até agora e não fizeram nada por nós. Estamos jogados aqui no nosso bairro e ninguém faz nada. Nem Prefeitura, nem vereadores. Só vem aqui pedir votos”, contou a moradora Lucimar Pereira ao repórter Vitor Inácio, da Rádio Assunção. A gravação foi gentilmente cedida por ele à reportagem do jornal A Tribuna.

“A minha mãe caiu num buraco e teve que pagar para tapar o buraco para ela não cair novamente e ninguém fez nada. Daqui a pouco só vai dar pra passar de barco. A gente se sente humilhado”, completou.

O caso foi tornado público por outra moradora que usou as suas redes sociais para exigir providências da Prefeitura. Na última quinta-feira, 23, Paula Daiane postou dois vídeos no Facebook mostrando os buracos e chamando a atenção dos vereadores e do prefeito Flá. O apelo surtiu efeito. No dia seguinte, as imagens tinham milhares de visualizações, tinham sido compartilhadas em outras páginas e por outros moradores. Além disso, tinham extrapolado para o WhatsApp.

No rádio, Paula Daiana chamou a atenção para a dificuldade de acesso de ambulâncias. “Aqui não tem acesso. Ninguém entra e ninguém sai. Ambulância não chega até aqui e, se um doente precisar ser removido, alguém tem que pegar ele no colo e levar até as ruas laterais, onde a ambulância fica esperando. Aqui é um esquecimento!”.

Segundo ela, aparentemente, a camada de asfalto é muito fina e não suporta nem chuva, muito menos o trânsito de veículos. O caso, na sua opinião, é de omissão da Prefeitura, que não fiscalizou a obra e não tomou providências quando o problema surgiu. “Faltou fiscalização e ação da Prefeitura para evitar que isso chegasse a esse ponto. Passar uma máquina, fazer alguma ação para amenizar. Até as calçadas estão cedendo. Além disso, não tem muita iluminação e quem vem de carro e não conhece a rua, corre o risco de cair e ter prejuízos ainda maiores”.

A iniciativa da moradora chamou a atenção da Prefeitura que mandou três secretários ao local na manhã de sexta-feira. Como se tivessem acabado de descobrir o sofrimento dos moradores, os secretários Douglas Zílio (Comunicação), Manoel de Aro (Obras e Serviços Públicos e Habitação) e Nilton Suetugo (Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Mobilidade Urbana) passaram alguns minutos investigando o problema, mas não apresentaram nenhuma solução imediata. Nem paliativa, muito menos definitiva.

No Facebook, Zílio voltou a repisar velhos argumentos para tentar eximir a Prefeitura de responsabilidade. Entre eles o de que o problema “não surgiu nesta administração”, que as chuvas impedem o conserto e citou até os problemas causados pelas chuvas em outras cidades brasileiras.

“A natureza do material necessário para a solução do problema não permite sua aplicação durante períodos de chuva. A administração municipal está aguardando a trégua das chuvas que está (SIC) causando problemas e estragos em diversas cidades brasileiras, conforme noticiado pela imprensa nacional, para, imediatamente realizar as intervenções e melhorias necessárias. Reconhecemos ainda, que devido à impossibilidade de intervenção imediata, e com as chuvas intermitentes, a situação infelizmente, se agrava gradualmente”, afirmou.

Os moradores dizem que a erosão surgiu ainda pequena no fim de 2018, portanto, quase dois anos depois do início do mandato do prefeito Flá. E que houve pelo menos dois apelos à administração fora do período de chuvas, o que facilitaria a aplicação do material necessário para o conserto.

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