Cratera abandonada pela Prefeitura vira lixão clandestino

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O monte de lixo mais visível fica a cerca de 30 metros da Avenida João Amadeu e à vista de todo mundo

Sem exagero algum. A cratera gigantesca aberta há quatro anos, em um terreno próximo ao Sindicato Rural, às margens da Avenida João Amadeu, comporta facilmente uma quadra poliesportiva ou um salão de festas. Dos grandes.

Mas infelizmente, o que encontramos no lugar é muito lixo. As fotos que ilustram esta matéria não deixam margem para interpretações. No enorme buraco de aproximadamente 5 metros de profundidade, há de tudo. Material inservível de diversos tipos. Madeira, restos de móveis, aparelhos de TV, garrafas, material de construção, sacos de lixo doméstico e muito mais.

Também não é exagero afirmar que não se trata de um depósito clandestino como dezenas de outros espalhados por qualquer canto escuro da cidade. Trata-se de um “complexo”, com vários pequenos núcleos.

O primeiro fica às margens da Estrada Vicinal Jales a Paranapuã, quase ao lado do Sindicato Rural e a cerca de 30 metros da Avenida João Amadeu. Ainda na parte asfaltada. Bastam alguns passos para se avistar o monte de sujeira mais visível.

Logo atrás desse primeiro amontoado, há uma pequena trilha usada por veículos. Essa trilha leva a outro monte, um pouco menor, mas com o mesmo potencial de poluição. Porém, só quem persiste na trilha se depara com a impressionante imagem da cratera.

E é exatamente o fato de estar escondido no meio do mato alto que facilita o despejo de material no local. Quem passa pela avenida não faz idéia do que acontece dentro da cratera e muito menos imagina que ali cresce um mini aterro sanitário clandestino.

Os moradores e comerciantes dos arredores reclamam que a própria Prefeitura tem ateado fogo no lixo depositado dentro do buraco e a fumaça tem se espalhado pelas redondezas, mas a acusação é de difícil comprovação. Somente com um flagrante de alguém cometendo o ato.

Por outro lado, os pedaços de corda, as fezes de eqüinos e a grande quantidade de galhos de árvores e bambu, encontradas na trilha e dentro da cratera, indicam que profissionais, como carroceiros ou podadores de árvores podem ter andado por ali ultimamente.

PROVIDÊNCIAS

A reportagem procurou o secretário de Obras e Serviços Públicos e Habitação, Manoel Andreo de Aro, que reconheceu não ter conhecimento do fato, mas prometeu tomar providências para limpar o terreno e cessar o depósito de lixo. Ele contou que o buraco foi aberto, em janeiro de 2015 pela construtora que realizou a pavimentação da marginal Alcebíades Bernardo, no Distrito Industrial José Carlos Guisso, entre o Jardim São Gabriel (Lar dos Velhinhos) até o chamado trevo da Água Vermelha.

Uma das soluções presumidas pelo secretário seria cercar todo o terreno para evitar invasões. Ainda é possível capinar a área para expor o buraco e, consequentemente, quem joga lixo nele.

O lamentável, contudo, é que algumas pessoas ainda insistam em degradar o meio ambiente, jogando lixo a céu aberto, como se a prefeitura tivesse a obrigação de reparar o erro deles.

“É importante que você tenha nos informado sobre isso e vamos tomar providências para solucionar o problema. Não são providências baratas, porque cercar o terreno tem um custo alto. Infelizmente, temos que correr para resolver essa situação. Nós identificamos 36 pontos de despejo de lixo irregulares somente no perímetro urbano da cidade. Fora os que ficam em estradas rurais”, disse o secretário.

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