Continua sendo preocupante

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Inicialmente, preciso esclarecer que já sou aposentado, de modo que a nova legislação não vai me atingir. Mas, por dever de consciência, me chama a atenção a lavagem cerebral que estão fazendo para nos convencer da conveniência da reforma da previdência. Não sei afirmar se essa reforma é ou não necessária. E firmei convicção nesse sentido porque verifico algumas questões que me preocupam.

A experiência nos revela que os sacrifícios exigidos do povo nem sempre provocam os benefícios prometidos. Para citar um exemplo muito simples basta lembrar que, com a promessa de redução do preço das passagens aéreas, passou-se a cobrar pelas bagagens. Resultado: o consumidor paga pelas bagagens sem redução no preço da passagem.

É nesse quadro que, desculpem a insistência, vemos a “salvação da pátria” chamada REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Ela é divulgada como se fosse imprescindível para que a nação possa criar mais empregos, gerar riquezas etc.. Não há como nós, os simples mortais, termos certeza da necessidade da reforma. Tudo tem de ter uma lógica, de maneira que, no caso, urge algumas indagações.

A primeira delas é de se estranhar que, diante de uma alegada imprescindibilidade, o condutor da reforma, que é o nosso Presidente da República, não ter, por exemplo, determinando, em conjunto com o Poder Legislativo, a realização de uma auditoria externa. Suspeita-se que a não realização dessa auditoria teria como justificativa, principalmente, o fato de a Comissão Especial de Inquérito levada a efeito no Senado Federal ter concluído que a previdência social brasileira é superavitária, como vem sendo divulgado nas redes sociais.

Segundo, por qual razão os Partidos Políticos estão ameaçando seus Parlamentares de expulsão, “fechando questão”? Nem nas duas votações para afastar o Presidente Temer, diante da denúncia oferecida contra ele pelo Ministério Público Federal, houve essa ameaça. Sem se falar que o Presidente só se reúne com os empresários para tratar da reforma, ignorando todo o restante da nação.  Ainda é intrigante que uma alegada reforma benéfica para o país exigir apoio parlamentar em troca de “brindes”, tais como liberação de emendas, cargos etc..

E a mídia, a grande imprensa? Toda ela só concede espaço para os que são favoráveis à reforma e muito pouco, ou quase nenhum, para os que são contra. Noutro dia, no programa PAINEL da Globo News, o tema foi a reforma da previdência. Os participantes eram três cientistas políticos, todos vinculados a escritórios de consultorias, ou seja, que atendem às empresas e conglomerados econômicos e financeiros. Não houve o contraponto. Não houve debate.

Até agora se sabe apenas que o sistema financeiro é que tem interesse na reforma da previdência. Com ela a procura pela complementação previdenciária via “ previdência privada ” gerará um depósito individual no sistema de muitos milhões de reais mensais por mais de quarenta anos consecutivos. Haverá oferta abundante de dinheiro para aplicação no mercado financeiro. Trata-se da lei da oferta e da procura. Com mais dinheiro no mercado, paga-se menos juros para o investidor, no caso o trabalhador, mas vai se cobrar muito daquele que vai tomar o dinheiro emprestado, como as pessoas físicas e os pequenos e médios empreendedores urbano e rural, todos vítimas do sistema.

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