Comerciantes reclamam da falta de orientação oficial

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O Parque das Flores é um dos bairros onde os comerciantes ouvidos pelo jornal A Tribuna disseram ter festas com aglomerações

Em conversa informal com comerciante da área central, a reportagem ouviu várias reclamações sobre a falta de orientações oficiais. Nem Associação Comercial e nem a Prefeitura se pronunciaram oficialmente sobre as regras de funcionamento do comércio. 


“Na verdade, ninguém sabe ao certo o que é pra fazer. Os comerciantes estão por conta própria”, disse uma lojista.


“Só fiquei sabendo das regras desse decreto porque vi no Facebook porque ninguém deu qualquer orientação”, afirmou outro. 


“Liguei na Associação Comercial e a menina falou pra procurar no site da Prefeitura, só que não tem nada no site”, pontuou. 


E as reclamações têm fundamento. Nas últimas semanas, a Prefeitura de Jales tem se limitado a emitir boletins epidemiológicos, se omitido sistematicamente sobre as orientações e medidas práticas a respeito da pandemia. 


A Secretaria Municipal de Comunicação chegou a criar um grupo de WhatsApp para divulgar informações para a imprensa, mas há pelo menos dez dias não responde mais aos questionamentos.


O presidente da ACIJ, Leandro Rocca Lima, disse que vai reforçar as orientações sobre o atendimento aos comerciantes e garantiu que todos os associados que procuram a entidade estão sendo orientados sobre as novas regras. “A nossa obrigação é atender apenas aos nossos associados. Não temos obrigação de atender aos não associados. Mas vamos reforçar a forma de atendimento na recepção porque não é essa orientação que nós damos”. 


Entretanto, ele disse que não pretende emitir nota, circular ou memorando para divulgar as normas do decreto municipal. “Não vamos nos pronunciar porque não somos a favor desse decreto, mas ele é auto-explicativo”. 


FESTAS 
Duas comerciantes de duas empresas diferentes e um funcionário público também criticaram a falta de fiscalização sobre as aglomerações provocadas por festas e eventos em chácaras, especialmente aos finais de semana. 


“Não é possível que aquele som alto seja apenas para a família da pessoa. E aquele entra-e-sai também só pode ser festa”, afirmou uma.


“A Polícia e a Prefeitura têm que bater nessas chácaras. A gente vê que todos os comerciantes estão cumprindo com as suas obrigações. Todas as lojas têm álcool em gel e os funcionários estão usando máscaras, mas chega no fim de semana o povo não colabora e ninguém, faz nada. Do que adianta?”, disse a outra.


“Alí no Parque das Flores e na saída pra Palmeira d’Oeste não parou de fazer festa. Eles continuam alugando as chácaras normalmente, como se não existe coronavírus”, disse um funcionário público. 

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