Com rachaduras e telhas de zinco, muro do estádio leva risco a pedestres

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Desde o fim do mandato de Nice Mistilides, o espaço da antiga academia está fechado por telhas de zinco

Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro, seria esta: não use a calçada do Estádio Municipal de Jales. Nem usem a calçada que circunda o estádio na Rua Treze e na Rua Vinte e Quatro. O risco é evidente e salta aos olhos. Há enormes rachaduras e até grandes pedaços de alvenaria soltos e apoiados em poste de energia. Não é preciso ser engenheiro ou especialista em construção civil para supor que o local deveria estar interditado pela Prefeitura e o tráfego de pedestres deveria estar impedido.

O trecho mais perigoso tem cerca de 70 metros e fica bem em frente a Rua Alvorada. No local, a calçada foi destruída por uma intervenção da Sabesp, mas ainda não foi reconstruída e permanece praticamente intransitável.

Recentemente, a situação da parte do muro na Rua Treze foi alvo de questionamento na Câmara Municipal. Um requerimento do vereador Adalberto Francisco de Oliveira Filho, o Chico do Cartório (MDB), perguntou ao prefeito Flávio Prandi Franco quais medidas seriam tomadas para evitar a queda do muro lateral do Estádio Municipal “Dr. Roberto Valle Rollemberg”.

O muro, que se estende ao longo da Rua Treze, nas proximidades da Rua Vinte e Quatro, no Centro, apresentava fissuras e, segundo o vereador, estava prestes a cair.

Chico indagou se a Prefeitura sabia da situação do muro e perguntou de quem era a responsabilidade pela manutenção do estádio, principalmente, do muro.

Em resposta, a Secretaria Municipal de Esportes, Cultura e Turismo, informou que tem ciência dos problemas na estrutura do muro e que notificou a diretoria do Jalesense Atlético Clube, que detém a concessão do estádio.

RESPONSABILIDADES

A reportagem entrou em contado com o presidente do Jalesense, que informou que o trecho que fica na esquina da Rua Vinte e Quatro com a Rua Treze já havia sido consertado pela Prefeitura, já que foi ela quem causou o problema. O conserto foi feito no dia 11 de julho, sete dias antes da resposta enviada pela SMECT ao requerimento da Câmara.

No caso do trecho da Rua Vinte e Quatro, Ademir Molina disse que foi informado pela Secretaria de Obras, que a Sabesp teria se comprometido a fazer os reparos que teriam sido causados para consertar um vazamento no local. “Sobre a Rua 24, o Manoel disse que a Sabesp e a Prefeitura vão realizar o serviço, pois devido a uma rede de água da Sabesp que estourou tiveram que quebrar o muro do Estádio”, salientou o presidente do Jalesense.

Ademir permitiu acesso a uma mensagem que ele enviou aos vereadores. “Em relação ao requerimento apresentado pelo vereador Francisco Adalberto, onde citou que o muro do Estádio entre as ruas 24 e 13, estava caindo, a diretoria do Jalesense AC, esclarece que o muro já foi consertado pela Prefeitura, pois foi uma máquina da Prefeitura que causou a perfuração do muro. Logo que aconteceu o ocorrido, entramos em contato com a Secretaria de Obras que tomou as devidas providências”.

ACADEMIA FANTASMA

Entretanto, não são apenas os abalos na estrutura do muro do estádio que afetam a circulação de pedestres. Ainda na Rua Vinte e Quatro, porém, mais perto da Rua Dezessete, onde havia uma academia para deficientes físicos praticarem exercícios ao ar livre, há um trecho onde sequer existe muro. Desde que a academia foi retirada para destino não informado oficialmente, o muro foi substituído por uma cerca improvisada formada por tapumes de madeira e telhas de zinco.

A Academia foi inaugurada em setembro de 2014 pela então prefeita Nice Mistilides, no terreno do Estádio Municipal, mas nunca funcionou. O local era considerado totalmente inadequado.

Pouco tempo depois, a academia foi desinstalada pelo então prefeito Pedro Manoel Callado e alguns dos equipamentos ficaram meses abandonados na antiga quadra de tênis que também ficava no terreno do estádio.

Desde então, há cerca de quatro anos passando pela segunda administração municipal, o trecho permanece inacreditavelmente sem muro e com fechamento improvisado.   

Segundo Ademir Molina, aquele trecho do muro não é de responsabilidade do Jalesense AC e sim da Prefeitura, que instalou o ESF Zilda Arns no local. Há rumores de que a Prefeitura pode construir um estacionamento no espaço que antes pertencia à academia.

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