Com novas regras, apenas seis ou sete partidos disputarão vagas na Câmara de Jales

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Com data de realização agendada para 04 de outubro de 2020, a próxima corrida eleitoral será marcada por algumas novidades. A principal delas é a proibição de coligações – ou seja, de alianças – entre partidos visando a disputa para as cadeiras da Câmara de Vereadores, sendo permitida somente a realização de coligações para os cargos do Executivo, ou seja, para prefeito e vice-prefeito. Em Jales, essa nova regra deverá provocar uma onda de migração de políticos ou de candidatos a políticos para legendas mais organizadas, já que alguns partidos não apresentam condições de registrar uma chapa de candidatos a vereador completa. No caso dos políticos com mandato, como é o caso dos vereadores, a mudança de partido só poderá ser feita durante a chamada “janela eleitoral”, de 04 de março até 04 de abril.

Em Jales, a aparente calmaria política esconde intensa movimentação de bastidores, que deverá resultar na “extinção” de alguns partidos razoavelmente tradicionais, como o PTB, o PPS e o PSB, além de outras legendas que participaram de coligações nas eleições de 2016, como é o caso do PV, do PRP e do PEN. Os vereadores Deley (PPS), Macetão (PP), Kazutinho (PSB) e Zanetoni (PSB) deverão trocar de partido, enquanto outros cinco – Chico do Cartório (MDB), Bismark (PSDB), Tupete (DEM) e Pintinho (PRB) – deverão permanecer em seus respectivos partidos. Por outro lado, os vereadores Tiago Abra (PP) e Tiquinho (PSD) já declararam que não serão candidatos à reeleição.

Tudo indica que apenas 06 ou 07 partidos deverão apresentar candidatos a vereador em Jales, mas, mesmo assim, o número de concorrentes a uma vaga na Câmara poderá ser maior que a quantidade de candidatos a vereador registrada nas eleições de 2016. Naquele ano, 12 partidos disputaram as eleições, que tiveram 94 candidatos a vereador. Nas eleições deste ano, poderemos ter até 105 candidatos a vereador, uma vez que cada partido poderá registrar até 15 candidatos, dos quais pelo menos 05 deverão ser mulheres. Os partidos não são obrigados a preencher todas as 15 vagas, mas quanto menor for o número de candidatos, menor poderá ser a chance a alcançar o quociente eleitoral. Para eleger um vereador, o partido terá que alcançar, no mínimo, 10% dos votos válidos.

Um dos partidos que deverá ficar de fora das eleições deste ano é o PTB, da ex-prefeita Nice Mistilides. Em 2016, a legenda participou da eleição para vereador em uma coligação com o PSB, mas registrou apenas 04 candidatos. Sem renovação e sem novas filiações, o PTB – que elegeu o vereador Sérgio Nishimoto em 2008 e 2012 - continua sem muitas opções para apresentar aos eleitores. Seu companheiro de coligação em 2016, o PSB – que elegeu Kazutinho e Zanetoni - também deverá ficar de fora. O vereador Zanetoni confirmou que está deixando o partido, mas ainda não sabe para onde vai. “Eu só vou definir isso no início de abril, no fim do prazo para mudança de partido”. Outro que deixou a legenda é o ex-vereador Rivail Rodrigues Júnior, que migrou para o PRB.

O PRB, que se coligou com o DEM e o PSD em 2016, elegendo o vereador Pintinho, deverá ter outros reforços, além do ex-vereador Rivail, e irá apresentar uma chapa completa de candidatos. O mesmo deverá acontecer com o PSD, partido que, em 2016, elegeu o atual presidente da Câmara, Tiquinho. O PSD, que não terá Tiquinho como candidato, passa por um processo de renovação comandado pelo vereador Macetão, que está deixando o PP. Macetão garante que o PSD já tem um grupo fechado de candidatos a vereadores, mas não quis citar nomes. Já o DEM está se reforçando e, segundo o prefeito Flá Prandi, terá uma chapa completa de candidatos a vereador. Um dos reforços deverá ser o vereador Deley, que aproveitará a janela eleitoral para deixar o PPS.

PSDB, MDB, PT e PP são os outros partidos que deverão disputar cadeiras na Câmara, com chapa completa. O PSDB não deverá ter dificuldade para apresentar 15 candidatos. O MDB, segundo o dirigente João Missoni, também terá reforços, entre eles o ex-vereador e ex-vice-prefeito Clóvis Viola. O PT, que teve apenas oito candidatos em 2016, não se reforçou, mas, segundo o presidente Hilton Marques, tem nomes suficientes para compor uma chapa completa. Já o PP está perdendo Macetão e Tiago Abra, mas terá uma chapa de candidatos a vereador nas eleições deste ano. Quem garante é o ex-vereador Jesus Martins Batista, que está organizando o partido.

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