CATI Jales é selecionada para projeto piloto de gestão de propriedades rurais

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O programa de parceria que vai capacitar produtores de Jales e outras dez regionais foi apresentado pela Secretaria de Agricultura do Estado

Uma importante reunião foi realizada na manhã do dia 28 de outubro na sede da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em Campinas, local que abriga, além de outros órgãos, a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CATI/CDRS) com o objetivo de alinhar as ações para uma proposta de trabalho que reunirá a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-SP), Sindicatos Rurais e técnicos da CATI/CDRS de onze regionais, envolvendo 16 municípios. 

Neste primeiro momento foram chamados a participar os municípios de Jales e Santa Fé do Sul (CATI/CDRS Regional Jales); Avaré, Cerqueira César e Paranapanema (CATI/CDRS Regional Avaré); Bauru, Botucatu e Campinas (Regionais dos mesmos nomes); Novo Horizonte (CATI/CDRS Regional Catanduva); Jaú e Brotas (CATI/CDRS Regional Jaú); Pindamonhangaba, Presidente Venceslau e Registro (CATI/CDRS Regionais dos mesmos nomes); Caconde e São Sebastião da Grama (CATI/CDRS Regional São João da Boa Vista). 

Essa nova proposta de ação integrada resultará em projetos-piloto que fortalecerão a estruturação da CATI/CDRS nos municípios escolhidos e envolve capacitação continuada e assistência técnica para um grupo específico de pequenos produtores rurais, e foi apresentada aos diretores regionais da CATI/CDRS, técnicos das 16 Casas da Agricultura envolvidas, e presidentes e coordenadores de capacitação dos sindicatos rurais destes municípios. 

Foram responsáveis pela apresentação, o coordenador-substituto da CATI/CDRS, João Brunelli Júnior, o superintendente do Senar-SP, Mário Antônio Biral, e Alberto Amorim, dirigente da Assessoria Técnica da SAA, que representou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Itamar Borges, que se encontra em viagem ao exterior acompanhando o governador João Dória. 

Os temas discutidos em grupos formados após a apresentação da metodologia de trabalho integrado, foram: gestão da propriedade rural, tecnologia e a evolução das pequenas propriedades rurais. Os técnicos das Casas da Agricultura e os diretores das onze CATI/CDRS Regionais (Avaré, Bauru, Botucatu, Campinas, Catanduva, Jales, Jaú, Pindamonhangaba, Presidente Venceslau, Registro e São João da Boa Vista) deverão selecionar grupos em torno de 15 produtores rurais nos 16 municípios selecionados para desenvolver os projetos-piloto. Tais projetos, segundo o diretor da CATI Regional São João da Boa Vista, engenheiro agrônomo Francisco Caetano de Paula Lima, serão diferenciados, de acordo com as cadeias produtivas elencadas, mas sempre levando em consideração as boas práticas. “A partir de agora, passaremos a elencar os participantes e fazer os diagnósticos definindo quais são as deficiências a serem sanadas e quais as prioridades em uma escala de importância. Essa primeira parte será executada até o final deste ano, para que os projetos-piloto tenham início efetivo a partir do início de 2022”, explicou Francisco Caetano. 

Segundo Biral este é um desdobramento da parceria entre Faesp, Senar e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Sebrae) que prevê a execução de projetos integrados. “Esta reunião é de suma importância, uma quebra de paradigma, vamos trabalhar em complementação, que irá unir as duas forças, o Senar, capacitando, e a CATI/CDRS entrando com a assistência técnica, ambos trabalhando em prol do produtor rural, em especial do pequeno produtor familiar”, argumentou Biral. 

Para João Brunelli Junior, integrar as ações de assistência técnica e extensão rural da CATI/CDRS com a expertise de capacitação do Senar é uma excelente oportunidade que se abre em um momento importante de fortalecimento das Casas de Agricultura. “Unir a excelência dessas instituições só irá fortalecer a CATI/CDRS no seu papel de interlocutora dos produtores rurais, por meio de suas associações, cooperativas e sindicatos”. É essa é a meta que se deseja alcançar e servir de exemplo com esses projetos-piloto que serão implantados nas cadeias da cafeicultura, olericultura, fruticultura e pecuária leiteira.

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