Carreata protesta contra fechamento do comércio

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Muitos caminhoneiros e comerciantes participaram da carreata

Uma carreata realizada no fim da tarde de sexta-feira, 27 de março, pediu o cancelamento dos decretos municipais e estaduais que determinaram a quarentena, o Estado de Calamidade Pública, e pediu a reabertura imediata do comércio em Jales. O protesto foi convocado por um grupo de comerciantes. Os carros saíram da Avenida João Amadeu, próximo ao portal de entrada da cidade. 
A reportagem ouviu um dos comerciantes envolvidos. Paulo Eduardo da Silva negou ser um dos coordenadores, mas reconheceu que fez convites a outros empresários e divulgação da carreata. 
“Acredito que o comércio tem que estar aberto na segunda-feira (30 de março). Se ficar para abrir somente no dia 8 de abril, a maioria não aguenta porque o comércio já vem ferrado. Jales já vem sofrendo com a administração municipal há vários anos, os empresários estão sofrendo porque estamos localizados na zona da fome, na região mais pobre de renda. Ninguém tem condições de ficar com o comércio parado e pagar as contas sem trabalhar. Se houver união, o governo não tem como fazer outra coisa, a não ser suspender. Havendo em várias cidades, reivindicando a mesma coisa não tem como [não ceder]”. 


O comerciante criticou o decreto municipal que determinou o fechamento do comércio e impôs uma multa de R$ 5 mil para os comerciantes que desrespeitarem a determinação. Para ele, a medida envolve motivação politica. 


“Há divergências políticas aí também. Se você parar para analisar, Jales não tem nenhum caso confirmado, ai você baixa um decreto de calamidade pública, então isso aí é embasado no quê? Acredito que tenha que haver uma reunião com os comerciantes e o prefeito, sim porque ninguém aguenta ficar tanto tempo parado”.


Apesar de concordar com uma conversa com o prefeito antes da passeata, Paulo disse que não integrava o grupo de negociação e que, não descartava novas manifestações, caso o decreto não seja suspenso.    


“Ainda não conversamos sobre isso. O grupo tem que sentar e ver qual seria a ação, se não suspender o fechamento do comércio”. 


SEM ALTERAÇÃO
Na ocassião a assessoria do prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) disse que a manifestação é legítima, mas lembrou que o decreto estadual determina a quarentena e o fechamento do comércio até o dia 7 de abril. 


“A manifestação é válida, legítima, entendemos seu valor e ressaltamos que o prefeito foi procurado para uma reunião sobre o assunto, onde estarão o presidente da ACIJ e representantes do comércio. A devida situação é determinada pelo governo estadual, seguindo normas e protocolos do Ministério da Saúde”.


DETERMINAÇÃO MUNICIPAL
Na última segunda-feira, 23 de março, a Prefeitura de Jales publicou dois decretos municipais declarando Estado de Calamidade Pública e Quarentena no município. As principais consequências são a suspensão por 30 dias do atendimento não essencial nas repartições públicas municipais (exceção para os órgãos de saúde, assistência social, defesa civil e outras que necessitem de funcionamento ininterrupto), cancelamento de embarques e desembarques no terminal rodoviário “Prefeito José Antônio Caparroz”, dispensa de licitações para aquisição de bens e contratação de serviços, suspensão do atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, especialmente em casas noturnas, galerias e estabelecimentos congêneres, academias e centros de ginástica, ressalvadas as atividades internas. Também está suspenso o consumo local em bares, restaurantes, padarias e supermercados, sem prejuízo dos serviços de entrega.


A medida assinada pelo prefeito foi tomada dois dias depois da decretação da quarentena pelo Governo do Estado. Válidas para todos os 645 municípios paulistas, as restrições e proibições passaram a vigorar um dia depois das medidas municipais e têm ascendência hierárquica sobre elas. 


CONVOCAÇÃO
O protesto foi convocado dias antes principalmente através de grupos de conversas no aplicativo de comunicação WhatsApp. Algumas mensagens às quais o jornal A Tribuna teve acesso não escondiam que um dos objetivos da carreata era protestar contra o governador João Dória. Uma das mensagens chega a se referir ao governador com palavrões e convoca comerciantes de outros municípios para que a manifestação se torne “a mais grandiosa possível”. 


“Bom dia Reginaldo, Tudo bom? A gente está tentando organizar uma carreata, uma manifestação, alguma coisa, pra convocar as pessoas para voltar a abrir o comércio. É uma palhaça o que tá acontecendo. É recessão e desemprego que vai dar isso daí. Vai virar uma desgraça total nesse país, principalmente no estado de São Paulo, onde a gente está nas mãos desse (***) que está tentando acabar com o país, então ele está fazendo isso: fechando o comércio para gerar caos e recessão”, diz um homem cuja identidade não foi possível identificar. 


Em outra mensagem da mesma conversa, o mesmo homem pede ao receptor que estenda o protesto a outras cidades e repete xingamentos contra o governador. “Vai enviando aí para os 

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