Câmara vai investigar pagamento de horas extras na Prefeitura

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Douglas Zílio: “Os gastos com horas extras estão dentro da normalidade”

 

A informação divulgada por um portal de notícias da cidade, dando conta de que a Prefeitura de Jales poderia estar pagando mais de R$ 200 mil em horas extras, por mês, a servidores da municipalidade causou polêmica e deverá ser investigada pela Câmara Municipal. O valor significa quase o dobro da média dos gastos com horas extras ocorridos em 2018. Até um vereador da base do prefeito Flávio Prandi, que pediu para não ter o nome divulgado, declarou que o assunto precisa ser melhor esclarecido. “Se isso for verdade e se ficar confirmado que alguns servidores estão sendo privilegiados com o pagamento de horas extras, como está sendo comentado nos bastidores, será um absurdo e eu serei o primeiro a cobrar a administração. De qualquer forma, vou esperar os esclarecimentos”, disse o edil.

Ele afirmou também, que, segundo se comenta nos corredores da Câmara, o vereador oposicionista Tiago Abra (PP) deverá apresentar um requerimento na sessão dessa segunda-feira, solicitando informações e documentos à Prefeitura. Tiago Abra foi, por sinal, o último vereador a solicitar informações sobre o pagamento de horas extras, através de requerimento encaminhado pela Câmara, mas isso ocorreu há mais de um ano e meio, em novembro de 2017. Naquela ocasião, a Prefeitura – através dos responsáveis pela Folha de Pagamento – informou que nos primeiros dez meses da administração do prefeito Flávio Prandi – de janeiro a outubro de 2017 – a municipalidade gastou R$ 860 mil com o pagamento de horas extras, o que dava uma média de R$ 86 mil por mês.

Antes, a Prefeitura já tinha informado ao mesmo vereador que nos últimos doze meses da administração do ex-prefeito Pedro Callado – de janeiro a dezembro de 2016 – a Prefeitura gastou R$ 950 mil em horas extras, o que significava uma média de R$ 79,2 mil por mês. “Se você considerar que no início de 2017 a Prefeitura concedeu um reajuste de 6,8% aos servidores, as médias de gastos com horas extras do último ano do Callado e do primeiro ano do Flá são praticamente as mesmas”, ponderou o secretário de Comunicação Douglas Zílio. “Tenho certeza de que os gastos com horas extras não chegam nem perto de R$ 200 mil, como está sendo noticiado, mas, de qualquer forma, não estamos reclamando da imprensa, pois esse tipo de notícia é até positivo, na medida em que estimula a administração a estar mais atenta ao pagamento de horas extras e, se for o caso, corrigir falhas”, completou o secretário.

     Gastos aumentaram 27% em cinco meses

O jornal A Tribuna apurou que, no ano passado, a Prefeitura gastou pouco mais de R$ 1,26 milhão com o pagamento de horas extras, o que resultou em uma média de R$ 105 mil por mês. Ainda de acordo com as informações essa média teria aumentado para R$ 115 mil nos primeiros cinco meses de 2019. “O detalhe é que a Prefeitura começou o ano pagando R$ 100 mil em janeiro e esse valor foi subindo e já chegou, em maio, a R$ 127 mil. Nesse ritmo vai chegar perto dos R$ 200 mil no final do ano”, disse a fonte do jornal. De seu lado, o secretário Douglas Zílio disse que o pagamento de horas extras é normal. “Nós temos cerca de 80 motoristas de ônibus e de ambulâncias e outras categorias onde é necessário o pagamento de horas extras e, se ponderarmos que a nossa Folha de Pagamento mensal é de aproximadamente R$ 4 milhões, os gastos com horas extras estão dentro da normalidade”, concluiu o secretário.

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