Butantan repõe vacinas danificadas por pane em geladeira

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O Instituto Butantan repôs as vacinas que sofreram alteração de temperatura em Jales. Doses serviram para adiantar cronograma

A enfermeira responsável pelo setor de imunização da Secretaria de Saúde de Jales confirmou que o Instituto Butantan, fabricante das vacinas Coronavac, já repôs o lote de mil vacinas contra a covid-19 que sofreram alteração de temperatura por conta de uma pane na geladeira onde estavam armazenadas. O caso aconteceu no domingo, 6 de junho, e resultou de um problema técnico.

Segundo Renata Forti Rachieli, as vacinas já foram aplicadas e serviram para antecipar a vacinação do grupo pertencente a faixa etária dos 20 anos, ocorrida na terça-feira, 3 de agosto. 

“No sábado, nós já aplicamos uma parcela dessas vacinas e diante dessa reposição, já conseguimos adiantar ainda mais o cronograma de vacinação, vacinando os jovens de 20 anos. Acidentes acontecem, falhas mecânicas acontecem, mas já recebemos essas vacinas e estamos muito felizes”. 

Na ocasião, a enfermeira esclareceu que as vacinas não estavam armazenadas por tempo excessivo, como se chegou a ser apontado e as circunstâncias em que o refrigerador apresentou o problema e a situação das vacinas já estavam sendo apuradas. “Temos quatro refrigeradores no local e um deles deu problema, mas esse problema foi logo detectado e as vacinas foram enviadas para análise do Governo do Estado”, disse.

Ela rebateu as acusações de que vacinas tinham sido descartadas de forma sigilosa e todas as vacinas permanecem em temperatura adequada. “Todo protocolo adotado para alteração de temperatura das vacinas foi seguido. Comunicamos o governo do Estado e todas as providências foram tomadas”.

Renata destacou que as vacinas estavam sendo armazenadas no local onde aconteceu o problema havia apenas um mês e durante esse período algumas oscilações de energia já tinham sido detectadas e os técnicos estavam apurando se o problema foi decorrente da tensão do prédio ou do refrigerador.

ESTOQUE

A enfermeira rebateu insinuações de demora na aplicação das vacinas pelo município, lembrando que é preciso seguir o calendário preparado pelo Governo Estadual. “Não somos nós que decidimos quem vacinar e quando vacinar. A população não está desassistida e não foi prejudicada. Mas não temos autoridade para decidir usar a vacina fora do que está estipulado pelo governo”, afirmou. 

De acordo com as avaliações da Saúde, a relutância de algumas pessoas em tomar o imunizante de determinado laboratório, a ausência e até orientação médica são algumas causas de certo acúmulo dos imunizantes nos estoques do município. 

 

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