Brasil, pátria amada?

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“Seremos o país do século XXII”, afirmava uma japonesa, pioneira na hotelaria em um fórum que tive oportunidade de participar recentemente. Sua descendência é do Japão, porém ela tinha um orgulho, um patriotismo pelo Brasil, hiperbólico e confiante, o que me despertou de início grande admiração.

Como exemplo de bons modos, mencionou-se a porta da cerimônia do chá,  que sendo pequena, é preciso se curvar para entrar demonstrando a humildade, e se desarmar de qualquer objeto. Na vivência cotidiana, temos preconceitos que atrapalham nossa forma de enxergar o mundo, as pessoas. Há inúmeros afazeres, todos os dias, que nos impede de perceber as tendências: que o mais importante são as pessoas! “O destino não é questão de sorte é questão de escolha”, citou a palestrante.

Iremos vivenciar uma hiper-conectividade e hiper- interdependência, pois teremos grandes avanços relacionados ao bem-estar individual e coletivo, dessa forma, quanto mais conectados estivermos, mais regras de convívio teremos que ter, e a teoria que a palestrante defende é: entraremos em um estado de boa convivência. O mundo irá resignificar quem é o ser humano e como co-viver.

Seremos o país do século XXII pelo “jeito brasileiro” de acolher, de bem receber, enquanto o Japão tem o princípio do “bem servir” – por isso foi um dos escolhidos para sediar as olimpíadas.

Por fim, ela afirma que iremos viver num socialismo, numa igualdade, que os conflitos sociais aqui são diminutos perto de outros países, e que devemos nos orgulhar da nossa nacionalidade.

Talvez os dados futuros supracitados não sejam reais, pois fechamos os olhos ainda para as desigualdades, e o capitalismo, assim como o comunismo é praticado, ao menos, pela classe líder do Brasil.

Independente dos números, das previsões, gostaria de enfatizar o patriotismo e a mensagem que transmitiu: “independente de todos os conflitos que temos, e diversidades, juntos, temos potencial para tornar nosso país um líder, uma referência mundial”.

Enfatizo, que esse patriotismo de cantar de peitos abertos “ó pátria amada, idolatrada...”,ou ,“ pedacinho de ordem e progresso, isso é Jales no meu coração, com orgulho de ser Jalesense...” faz total diferença! Por que cantamos, e gritamos o ano todo torcendo para times de futebol ganhar? “Patriotismo, para muitos brasileiros, é apenas futebol na Copa do Mundo. Mesmo assim só se o Brasil ganhar!”, cita Horlando Halergia.

O Brasil também precisa de torcida, somos os pais desse país, temos que saber educá-lo. Assim, Mahatma Gandhi finaliza esse singelo texto com seus pensamentos. “O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade”.

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