“As urnas deram um recado: Jales não é de nenhum político. É dos jalesenses”

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Luis Henrique Moreira: “Vamos trazer mais recursos para Jales do que muitos deputados que aqui tiveram votos”

Um dia depois de se sagrar o candidato a deputado estadual mais votado das eleições 2018 em Jales, deixando para trás políticos tradicionais como Analice Fernandes, Itamar Borges e Carlão Pignatari, o empresário Luis Henrique Moreira concedeu uma entrevista à Rádio Band FM, na qual abandonou o tom conciliador pelo qual é conhecido. Sem meias palavras, ele criticou o prefeito Flá e o vice Garça, a assessoria da deputada, que, segundo ele “foi a sua maior cabo eleitoral’ e prometeu conseguir para Jales “mais recursos do que muitos deputados que foram eleitos”.

Para ele, as urnas enviaram um recado claro aos políticos que tradicionalmente conseguem votos dos eleitores locais. “Jales não é da Analice, não é do Itamar nem do Carlão. Esse recado foi dado. Jales não tem dono. Jales é de nós jalesenses. O que fica dessa eleição é que a população de Jales deu uma votação maciça para quem é de Jales. Assim como a população de Santa Fé do Sul faz, dando uma votação maciça pro Itamar; assim como a população de Votuporanga faz, dando uma votação expressiva para o Carlão, e a população de Fernandópolis faz, dando uma grande votação para o Fausto”.

Também não foram poupados, os candidatos desconhecidos que nunca tiveram serviços prestados em Jales, mas costumam “roubar” votos dos jalesenses graças a apoios locais. “Uma coisa ficou muito clara nessas eleições: depois de muitos anos e várias eleições, o povo de Jales realmente se atentou e votou em peso, de forma maciça, em candidatos de Jales. Foram mais de 50% dos votos válidos para quem mora em Jales. Esse é um recado para os candidatos que caíram de paraquedas por aqui”.

FUTURO POLÍTICO

Luis Henrique não ficou satisfeito com a falta de apoio do prefeito Flávio Prandi Franco e do vice, José Devanir Rodrigues (Garça), que, segundo ele, não compreenderam “a voz das ruas” e preferiram apoiar candidatos de outras cidades em vez de apoiar os de Jales. “Pelo histórico de amizade que temos desde que ele perdeu a eleição em 2012, eu acho que o Flá não se empenhou [na minha candidatura] da forma que deveria”.

Segundo ele, a união formada para viabilizar a chapa única de Flá a prefeito de Jales não foi mantida agora na sua candidatura. “Formou-se um grupo chamado ‘União por Jales’ e eu acreditei nisso e fiz parte desse grupo de partidos. Briguei com os meus companheiros de legenda para garantir o apoio à candidatura única. Mas a partir do momento que se prega a união apenas para nos favorecer e depois viramos as costas para os companheiros, então essa união já foi para o espaço”.

Especificamente falando sobre o vice-prefeito, o empresário o acusou de preferir o seu partido político em detrimento da própria cidade onde vive.   

“Eu tenho uma admiração muito grande pelo Garça, pela pessoa que ele é e pela sua história admirável de vida. Mas como político ele nunca conseguiu se eleger. Foi vice-prefeito em duas ocasiões: quando o voto era vinculado e agora que não tinha concorrente. Por amor ao partido ele apoiou o Itamar que é de Santa Fé do Sul. Então ele ama mais o partido do que Jales”, disparou.

Se a suposta falta de apoio do grupo do prefeito Flá tiver tido a intenção de enfraquecer LH, o tiro pode ter acertado o próprio pé. O candidato deixou claro que tem a intenção de fortalecer o grupo que apoiou a sua candidatura para disputar as próximas eleições municipais, hipótese que estaria mais distante se ele tivesse sido eleito para a Alesp.

“A gente criou um grupo político muito forte, com lideranças importantes como o Riva Rodrigues, Marinilda Cavenaghi, Pérola Cardoso, Claudir Aranda e pode incluir nesse grupo os outros três candidatos por Jales: o Edson Sakashita, o Beto Mariano e o Henrique do Caj, além de outras lideranças. Vamos continuar mantendo reuniões e conversações com esse grupo e daí pode sair um candidato forte para as eleições de 2020. Ainda é prematuro para discutirmos isso agora, mas por que não? Esse grupo sai muito fortalecido dessas eleições”.

Mas não foram apenas críticas. O empresário parabenizou os outros candidatos com domicílio eleitoral em Jales e os conclamou a continuar trabalhando unidos.    

“Quero dar os parabéns para o Edson Sakashita, o Beto e o Henrique porque só quem passa por isso sabe o quanto é difícil largar a família, os amigos e o trabalho para enfrentar uma caminhada dessa. Só que não me arrependo de nada e faria tudo de novo. Ate porquê a gente continua sabendo da necessidade de Jales ter um candidato local. Vamos honrar esses 8.248 votos que tivemos e certamente traremos muitos recursos para a cidade. A gente tem que compartilhar esses votos com a nossa família, mas também com todos os nossos apoiadores e todas as pessoas que acreditaram na nossa candidatura. Jales nos honrou e eu vou ter essa dívida de gratidão com Jales pro resto da minha vida”.

Mesmo não sendo eleito, Luis Henrique viu alguns parceiros conquistarem seus lugares na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, o que, segundo ele, vai facilitar a intermediação de verbas para a cidade. Entre eles, Fausto Pinato, Guilherme Mussi e a presidente do seu partido, Renata Abreu. O cadastramento de pedidos de emendas ao Orçamento Federal do ano que vem se encerra em 20 de outubro e até lá ele espera ter boas notícias para os jalesenses.

“Eu continuo o mesmo Luis Henrique. Morando no mesmo lugar, trabalhando no mesmo lugar, mas pode ter certeza, mesmo não sendo deputado, a gente vai trazer mais recursos do que muitos deputados que aqui tiveram votos. Pode anotar, pode ter certeza disso”.

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