Alunos prejudicados por fraudes no curso de medicina protestam no MPF

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Foto da representação feita pelos estudantes da Universidade Brasil ao MPF em Jales

Um grupo de aproximadamente 20 estudantes matriculados no curso de Medicina da Universidade Brasil esteve na sede do MPF (Ministério Público Federal) em Jales para pedir providências sobre a falta de aulas. Eles fazem parte de um grupo mais amplo, de mais de 80 estudantes, que se sentem lesados por fraudes na admissão de alunos no curso. Nenhum deles quis se identificar por medo de represálias.

Eles protocolaram uma representação ao MPF, na qual afirmam que estudavam no exterior e participaram de um processo seletivo regular de transferência dos cursos onde estudavam para a Universidade Brasil em Fernandópolis. A prova foi aplicada no dia 20 de julho e havia 205 vagas.

Relato de um deles, afirma que foi aprovado neste exame e efetuou a matricula no dia 14 de agosto, mediante o pagamento de quatro boletos bancários. Dois deles no valor de R$ 9.095,00 a título de matricula e análise curricular. Outros dois, de R$ 8.185,50, para saldar a primeira e segunda mensalidades (agosto e setembro), que foram pagas com desconto.

Porém, mesmo depois de ser aprovado no exame e pagar quatro mensalidades, jamais assistiu a uma aula sequer.

O grupo alega que não passou por um processo chamado “matrícula orientada”, uma espécie de avaliação que é aplicada ao estudante para definir em qual período ele pode iniciar os estudos e quais disciplinas pode eliminar.

Os estudantes pertencem a um grupo que não teria participação nas fraudes apontadas pela Polícia Federal na Operação Vagatomia, deflagrada no começo do mês.

Na verdade, estariam sendo prejudicados pelas fraudes, uma vez que outro grupo de estudantes classificados além do número de vagas já teriam sido submetidos à “matricula orientada” e até começado a estudar numa “turma especial do SUS”.  Alguns, segundo a representação, não teriam efetuado a matricula nem passaram por análise curricular.   

Antes de ir ao MPF, os manifestantes procuraram a Polícia Federal de Jales, que os teria orientado a procurar o procurador federal.

“A PF nos passou que não há decisão impedindo a faculdade de realizar análises e que isso é crime e o MEC precisa ser notificado, por isso fomos orientados a procurar o MPF”, disse um aluno.

Na quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de Habeas Corpus impetrado pela defesa de J.F.P.C. dono da Universidade investigada na Operação Vagatomia.

J.F.P.C. e outras onze pessoas seguem presas em cumprimento a mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal de Jales.

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