Abaixo assinado de moradores pede solução para a Cohab Honório Amadeu

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Piso totalmente solto na sala de uma das casas da Cohab Honório Amadeu é uma das reclamações dos moradores

Cerca de 35 moradores do Conjunto Habitacional Honório Amadeu, apresentaram aos vereadores um abaixo-assinado para pedir “extrema urgência” na apuração dos inúmeros problemas enfrentados pelos mutuários do conjunto. As 99 casas da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) estão localizadas ao lado do “Cemitério Novo” e foram entregues, depois de muita demora, em fevereiro do ano passado. Menos de um ano depois, já começaram a apresentar uma série de problemas estruturais e aumento no valor das prestações, que os moradores consideram “abusivo”.  


As casas foram construídas quando Flá era diretor regional da CDHU. O contrato assinado em 2012 previa gastos de R$ 6,6 milhões, mas, consumiu mais R$ 8,5 milhões. Os mutuários foram sorteados no dia 8 de junho de 2018, mas as casas só foram entregues no dia 9 de fevereiro de 2019, depois que os contemplados fizeram inúmeras reclamações na imprensa e na Câmara de vereadores. 


Segundo os moradores, há muitas rachaduras, goteiras, infiltrações graves, soltura de pisos, dentre outros problemas. As prestações, dizem os moradores, subiram cerca de 30% e, em alguns casos, já chegam a quase R$ 1 mil, valor incompatível com as prestações de imóveis populares. Também há uma incompreensível diferenciação entre as mensalidades.Alguns moradores pagam em torno de R$ 200 e outros, quase R$ 1 mil.


Datado de 12 de junho, o abaixo-assinado com 40 assinaturas pede urgência na apuração dos problemas, inclusive o aumento inexplicável das mensalidades. Eles acusam a Prefeitura de tê-los pressionado a assinar um contrato sem possibilidade de leitura, que os levou a uma situação insuportável. 


“Ainda não tivemos nenhuma resposta sobre o aumento abusivo de nossas parcelas, sendo que tivemos inúmeras promessas por parte de funcionários da Prefeitura de Jales de que não haveria aumento superior a R$ 10,00 anualmente, sendo assim assinamos o contrato sem possibilidade alguma de leitura para verificações por motivo que mesários do dia em que estivemos no Teatro Municipal para a assinatura, fomos orientados que assinassem o mesmo o quanto antes pois poderíamos perder o direito de receber os imóveis. E também sobre as condições em que se encontram nossas residências entregues somente há 16 meses e já se encontram com os devidos problemas: estruturais, acabamentos, elétricos e hidráulicos”, afirma o preâmbulo do abaixo-assinado. 


O apelo conjunto por providências prossegue criticando duramente a administração, que, segundo eles, não os tem atendido. Os mutuários também criticam a imposição de um seguro, sobre o qual também não foram consultados. “Até o momento só tivemos promessas por parte da Prefeitura do Município de Jales e nem satisfações tivemos, sendo que todos os meses somos obrigado a pagar um seguro indesejado e que não nos atende nem para informar sobre o que temos direito ou não, por isso pedimos encarecidamente a ajuda de vocês vereadores, que não temos mais por onde conseguir um direito que é nosso”, pontuam os moradores.  


Problemas na Cohab geraram oito requerimentos na Câmara
Como não poderia deixar de ser, os problemas já foram exaustivamente discutidos entre os vereadores. Desde que as casas foram entregues, há 16 meses, já motivaram pelo menos oito requerimentos sobre os mais diversos assuntos, desde ausência de ponto de ônibus, aumento do valor das prestações, suspeita de uso de material de construção de má qualidade, entre vários outros. 


Em fevereiro,Zanetoni apresentou umrequerimento questionando se a Prefeitura sabia dos problemas de infraestrutura que há nas casas do recém-conjunto habitacional.


O vereador justificou que os moradores reclamam que as casas apresentam infiltrações nas paredes, goteiras, a água escorre por tubos da fiação elétrica e pisos de cerâmica que descolam. A situação é grave, causa prejuízo para os moradores e já foi matéria até em uma rede de televisão regional.Mas apesar dos apelos, ninguém resolve.Zanetoni indagou quem é responsável por solucionar os danos nas casas e o que a Prefeitura pretende fazer quanto ao problema.


“Faz um ano da inauguração, teve reportagem na TV Teme temos acompanhado fotos e vídeos que são enviados para nós. É um descaso. A pessoa não ganhou aquilo, ela está pagando, apenas foi sorteada. Espero que a administração municipal, através do órgão competente, possa buscar a solução”, disse o vereador.


Construtora acusa Prefeitura de não pagar serviço e mudar cronograma
Em resposta enviada à Câmara no dia 16 de março, a Prefeitura disse que a responsabilidade para sanar as irregularidades é da construtora TecniconEngenharia e Construção Ltda, que foi contratada para a obra.


O responsável pelo setor de habitação do município, Luzo Aydar, disse que no dia 4 de março, uma equipe de engenheiros da Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Habitação, e o engenheiro Breno Semenzati, da CDHU, estiveram no conjunto para verificar a situação e fizeram um relatório com registros fotográficos dos proble

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