A Romaria Diocesana

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A pedido de Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales, apresento algumas ponderações sobre a Romaria Diocesana. 

Como todas as outras, também esta 32ª Romaria foi muito bonita. A chuva da véspera, e ao longo de quase toda a manhã, em vez de prejudicar, acabou proporcionando um clima muito favorável, tanto para a caminhada como para a celebração da eucaristia na Praça da Catedral. 

De tal modo que tudo transcorreu bem, dentro da tradição das romarias diocesanas, que vêm se realizando há mais de trinta anos, de acordo os objetivos que foram propostos desde o seu início, e que vêm se mantendo até hoje.

De fato, desde o seu início, as romarias foram pensadas como uma expressão da unidade diocesana, como oportunidade para se cultivar a consciência histórica da Diocese, valorizando a tradição religiosa do povo e dando-lhe mais consistência eclesial por sua vinculação com as comunidades e com a Diocese. 

Foi assim criado um bom instrumento de pastoral, para cultivar a identidade da Diocese como Igreja Local, e como momento propício para colocar a Diocese em sintonia com as grandes causas que a Igreja nos apresenta em cada ano.  

Depois de passados mais de trinta anos de romarias diocesanas, é útil, e interessante, conferir nos arquivos da Diocese como surgiram as romarias, e quais as esperanças que motivaram sua realização. 

Já em fevereiro de 1985, tinha amadurecido a decisão de se fazer uma romaria para concluir a celebração do Jubileu de Prata da Diocese.  Assim se divulgava a proposta:  

“Para culminar a celebração do Jubileu e envolver de maneira popular as comunidades da Diocese, está sendo planejada uma romaria para a sede da Diocese. Será a oportunidade para a convergência do povo para a Diocese, e a recordação dos principais momentos de sua história”.

Desde o início se intuía que a Romaria seria viável e válida, como gesto assumido e expresso de maneira popular, através de uma caminhada que favorecesse a participação de todos.

A ideia de reimplantar o cruzeiro da fundação de Jales trouxe uma nova motivação para a projetada romaria: “Na Romaria do dia 18 de agosto será reimplantado, na Praça da Catedral, o antigo cruzeiro da cidade, que naquele dia será carregado em procissão pelo povo, e permanecerá como recordação dos primeiros tempos e como lembrança da celebração do Jubileu”. 

A referência ao cruzeiro é outra característica da Romaria, que cada ano merece ser destacada.

Na avalição da Romaria de 1985, se constatava que o povo não tinha deixado dúvidas quanto ao seu desejo de que a Romaria se repetisse em cada ano. Assim ficou mais fácil integrar as romarias na dinâmica da ação pastoral da Diocese, como podemos tranquilamente constatar ao longo de tantas romarias. E desta última, podemos dizer como foi dito da primeira: “quem viu não vai esquecer”. 

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